Exclusivo: O diretor de “Lua Nova da Saga Crepúsculo”, Chris Weitz revela tudo

18 de julho de 2009

BQcDAAAAAwoDanBnAAAABC5vdXQKFlZsMHJOczhZM2hHNmY4eTM0bVYyUlEAAAACaWQKAXgAAAAEc2l6ZQ

O diretor discute os Volturi, a trilha sonora e como ele se aproximou da franquia enorme

Quando HitFix, junto com outros, teve a oportunidade de visitar o set do super esperado “Lua Nova da Saga Crepúsculo” no último mês de Maio, um importante membro do elenco com o qual não tivemos a chance de conversar foi o diretor, Chris Weitz.

Tendo falado com o sempre gentil e profissional Weitz sobre seu outro filme “A Bússola de Ouro” e tendo trabalhado com ele há muito tempo na campanha online para “Down to Earth”, eu sabia que ele estava seriamente ocupado se não podia parar para conversar. E considerando o quanto frenética a agenda de filmagens para “Lua Nova” estava, nós tomamos a palavra da produção de que eles falariam conosco no meio da caminho. Esta semana, essa promessa tomou vida e Weitz estava relaxado e aberto quando tirou uma folga da edição da sequência de “Crepúsculo”. A transcrição completa da entrevista está abaixo, mas aqui estão algumas notícias boas que ele revelou.

*Até o Weitz ficou surpreso com a rapidez que a companhia do Phil Tippet fez a cena do lobo Jacob no final do primeiro teaser trailer. A cena passou por centenas de iterações e é muito mais fotorealista do que aquela versão.

*Ele vai mandar a versão do diretor do filme para a Summit nas próximas duas semanas.

*Alexandre Desplat está atualmente trabalhando na trilha do filme. Pode incluir hits como o tema original de “Crepúsculo” do Carter Burwell mas soará diferente.

*Thom Yorke e Kings of Leon estão interessados em contribuir para a trilha do filme.

*Algumas novas cenas do filme vão ser apresentadas no painel do Comic-Com de “Lua Nova” nesta terça-feira dia 23 de Julho.

*O filme dentro do filme, “Facepunch,” vai ser só ouvido – não visto.

*Filmar na Itália com todos os fãs que seguiram pela Europa para ver a produção pareceu a Beatlemania.

*Sua visão dos Volturi é bem parecida com a do livro e diferente de numerosas inspirações dos fãs que atingiram a internet. Ele também os vê como tendo ficado um pouco loucos depois de viver por 2,000 anos.

*Ele se encontrou com David Slade e a expectativa é que a visão de “Eclipse” do diretor seja diferente da qual ele está tendo em “Lua Nova”, mas com os mesmos atores e equipe de efeitos visuais.

*Ele está lisonjeado que os fãs queiram que ele dirija “Amanhecer” sem ver “Lua Nova”, mas ele acha que os fãs vão querer que Slade o faça quando “Eclipse” for lançado.

*Weitz precisa deixar o filme pronto até 30 de Outubro para fazer as impressões, caso contrário eles estão “encrencados” para fazer a data de estréia.

Obrigado por se interessar ou pelo menos fingir.

Q: O dia em que estávamos no set você estava filmando a sede dos vampiros italianos.

Sim, aquele é um set gigante.

Q: Só pra você saber, eu propositadamente não li os livros porque eu quero aproveitar a franquia como um amante de filmes…

Muitas pessoas propositadamente não lêem os livros. Eles são chamados de homens. (Risadas).

Q: Você pode falar sobre isso então? Qual foi seu interesse em fazer parte de uma franquia que predominantemente foi mais popular entre as mulheres do que entre homens?

Na verdade, indiferente disso eu e meu irmão sempre fizemos filmes cujas audiências são predominantemente mulheres ou a maior parte dos pontos do sucesso caem sobre a audiência feminina. Até mesmo “American Pie”. Eu acho que o que distingue isso mais do que ser o humor grosseiro é que há muito disso acontecendo. A forma como lidamos com isso foi que garotas pudessem se interessar também. E, como a série “Crepúsculo” tem muito apelo para as mulheres, eu acho que é porque realmente concentra nas emoções da personagem central e no romance eu acho que infelizmente o sistema do estúdio não vem sendo muito bom em fazer com o que os garotos se interessem. Eles acham e talvez incorretamente, que o gênero masculino está interessado em coisas explodindo. E eu não acho que isso seja verdade. Eu certamente não queria fazer esse filme apenas para garotas ficarem interessadas em ver. Há muitas audiências diversas incluindo audiências mais velhas do que o primeiro. Realmente, somos arrastados pelo elenco. Eu pensava que o elenco central era ótimo e queria trabalhar com eles e isso também empregou algumas habilidades que eu consegui pelo caminho incluindo trabalhar com efeitos especiais e trabalhar com jovens atores e trabalhar em histórias com uma estrutura emocional.

Q: “Crepúsculo” é muito emocional, mas tem muitos elementos de efeito especial também. Você diria estar em uma zona de conforto? Este é um ambiente familiar?

Certo, eu nunca realmente estou em uma zona de conforto fazendo um filme que é uma zona de desconforto, porque você está sempre trabalhando sob circunstâncias que pressionam, porque você não tem um tempo ou dinheiro ilimitados para fazer essas coisas. Havia um número de coisas com as quais eu estava familiarizado – o suficiente para que eu conseguisse fazer o que pensava ser importante que é não deixar os efeitos especiais em segundo plano para os elementos de ação, mas fazer com que eles se encaixassem na história. Você nunca quer realmente que alguém assista a um filme e diga “Uau, esses foram ótimos efeitos especiais.” Você espera que eles nem percebam a maioria do que você está fazendo. Obviamente, as pessoas vão perceber lobos do tamanho de cavalos e perceber algum nível de efeitos especiais, mas eles são fotorealistas e deveriam ser tão expressivos quanto um bom ator se possível. Então, em termos de meio que lidar com esse tipo de processo é algo com o qual eu estou acostumado.

Q: Em termos dos efeitos, eu acho que todos nesse assunto ficaram provavelmente chocados depois de estarmos no set e conversado com o produtor e ele disse “Ainda estamos trabalhando em alguns dos designs para o bando de lobos” e eu acho foi tipo duas ou três semanas depois que vimos o primeiro trailer e aquela incrível cena no final. Você já trabalhou com um processo tão rápido do começo ao fim?

Realmente. Eu mesmo fiquei surpreso que a companhia do Phil Tippet foi capaz de fazer aquela cena do lobo e eu acho que eles meio que fizeram aquilo como uma questão de orgulho institucional que podiam. Até aquela cena que estava no trailer passou por 20-30 iterações desde lá, mas eles fizeram um trabalho extraordinário e Phil Tippet é um completo gênio. Ele é responsável pelos andadores em “Star Wars – O Império Contra Ataca” e ele é meio que uma das lendas da comunidade de efeitos visuais e é bem incrível o que eles conseguiram fazer em um período tão curto. Não é só o Tippet, é Frantic/CBS que é liderado pelo Mike Fink que é um velho amigo meu e que foi o supervisor dos efeitos visuais de “A Bússola de Ouro” que ganhou um Oscar no ano em que foi lançado. Então, é, trabalhando rápido, mas também estamos tentando trabalhar o mais belamente possível para fazer com que esses efeitos meio que se encaixem na incrível cinematografia que o Javier Aguirresarobe nos trouxe. Nós meio que estamos nos movendo à velocidade da luz, mas tentando entregar algo que é elegante e bonito.

Q: Apenas para seguir com isso, você pode nos dizer o quão longe está do acabamento agora?

Eu estou cerca de duas semanas de distância para mostrar a versão do diretor para o estúdio Eu tenho alguns lobos com pêlo. Alguns lobos ainda estão invisíveis basicamente e alguns lobos estão tipo – vocês todos provavelmente já viram as versões. Ainda estamos na fase inicial de como o Edward fica quando é atingido – como os vampiros ficam quando são atingidos pela luz e o efeito de diamante. Também, o tipo de efeito alucinatório que a Bella tem quando ouve a voz de Edward e ela o imagina lá. E então o Alexandre Desplat acaba de começar a trabalhar em sua música para o filme. E estamos apenas começando a juntar quais artistas estarão na trilha sonora, então é meio que manter dez pratos rodando de uma vez só, mas é tudo bom porque temos Alexandre Desplat que eu acho que é um dos maiores compositores de filmes vivos e por causa do tipo de força da franquia que eu adquiri, muitas bandas estão realmente interessadas em trabalhar na trilha sonora e temos pessoas de efeitos visuais. E isso só me deixa mais esperançoso sem deixar a bola cair em termos de editar a história toda.

Q: Parece muita coisa.

É mesmo muita coisa, e com o Comic-Con no dia 24 vamos mostrar umas duas cenas para quem quer que consiga entrar naquele auditório. E sim, é muito para lidar, mas é divertido ao mesmo tempo.

Q: Falando sobre a música, o Alexandre Desplat vai usar o tema do Carter Burwell também?

Eu acho, sabe, sim, porque como em qualquer franquia há certos temas que se tornam familiares. Eu suspeito que ele vá transpor em alguns pontos e a maioria da música vai ser completamente nova para a franquia, porque seu estilo é de alguma forma diferente do de Carter Burwell, mas eu acho que há algum valor em ter um familiar – eu acho que as palavras são “temas leves” – correndo por toda a série.

Q: Bem rápido sobre a música. O primeiro filme provavelmente fez o Paramore como banda. Você ficou surpreso com o número de artistas querendo estar na sequência e você tendo de decepcionar todos?

Bem, felizmente eu não estou no ponto em que tenho de decepcionar a todos, porque tudo é meio que posto no ar, mas eu estou surpreso por algumas bandas terem dito que estavam interessadas. É meio que ótimo. Os critérios ainda vão ser sobre o que é certo pro filme em determinado momento, mas você sabe, Thom Yorke está interessado. Nós podemos, se tivermos muita sorte, ter o Kings of Leon fazendo alguma coisa. Então, é empolgante ter acesso a esse tipo de talento.

Q: Você pode falar sobre o mini-filme “Facepunch” que roda no encontro a três?

É, bem, na verdade ninguém está estrelando nele. A coisa engraçada é que eu tive de inventar o nome do filme, dentro de um filme. No primeiro eu acho que foi nomeado no livro – eu acho que é “Crossfire” – ou “Crosshairs” ou algo assim mas não podia ser usado porque já estava em uso. E você ficaria chocado com a quantidade de nomes estúdios de ação que viraram filmes. Então, eu eventualmente entreguei uma lista de dez para os advogados da Summit e eles tiveram que ver quais deles podiam ser usados. “Facepunch” foi na verdade um dos dois que eles limparam. E eu escolhi esse ao invés de “Kill Hunt”. Eu posso na verdade ir e fazer “Kill Hunt”. E foi sempre uma piada entre eu e meu irmão que deveríamos fazer um filme chamado “Facepunch” que é simplesmente sobre pessoas socando as outras no rosto. É meio que um filme dentro de um filme. É a coisa menos romântica pela qual a Bella pode ir porque seu amigo essencialmente a chama para um encontro e ela não quer que nada de romântico aconteça.

Q: A Stephenie te deu alguma idéia sobre isso?

Bem, ela me deu uma camiseta com o logo de “Facepunch”. Ela é meio que fã de arte popular assim como a absurdidade da arte popular, então eu acho que ela se divertiu com o nome do filme.

Q: Estará no DVD?

O filme mesmo? (Risadas.) Infelizmente, não existe o “Facepunch” apesar de que talvez isso seja algo que caiba aos fãs fazerem. Você ouvirá os sons de “Facepunch” que será um monte de pessoas sendo atiradas e matando um ao outro aos poucos. De certa forma há outros filmes imaginários que são referidos dentro desse filme de uma forma que satiriza outros filmes de gênero de uma maneira bem breve e leve. E este é o exemplo do filme de ação mais estúpido imaginável.

Q: Chris, há uma menção ao Rotten Tomatoes no livro para essa cena. Você sabe se permaneceu no filme?

Temo que não. Eu não acho que a razão seja pelo Rotten Tomatoes, mas a Summit Entertainment teve problemas por usar algumas cartas de um casino no primeiro filme e eles foram bem cuidadosos sobre não mencionar nenhuma propriedade existente. Provavelmente se tivéssemos tido o trabalho de perguntar vocês teriam dito, “sim, isso é muito legal.” E algum advogado teria dito “Oh, não importa” e todas essas coisas. Então, eu temo que não. Pode ter sido porcausa da resposta do Tomatômetro ao filme “A Bússola de Ouro” também. (Risadas). Abaixou os meus pontos gerais no Tomatômetro.

Q: Havia muita pressão em tomar um projeto que se tornou um enorme fenômeno cultural?

Sim, definitivamente há. É largamente auto-imposta porque os fãs dão um tremendo apoio e muito gentis. Uma das coisas que é interessante nos fãs de “Crepúsculo” é que eles não são garotos fãs que começam críticos. Eles na verdade começam do ponto de vista de ser entusiasmado e esperando as coisas serem boas e feitas de uma forma boa. Eu sinto uma enorme quantidade de responsabilidade com os leitores mais do que com a franquia dos filmes de certa forma, porque eu acho que essa é a essência da experiência que você vai ter. Alguém lendo os livros pela primeira vez, mas apenas passando correndo por ele pela primeira vez quando outro lê os livros quando se é mais jovem e está completamente absorvido pelo livro. Tentar e fornecer uma experiência desse tipo e receber elogios. Isso significa manter um contato grande com Stephenie sem tentar adivinhar o que ela pensa. Pensando nas coisas com uma quantidade de lealdade aos fãs.

Q: Qual foi sua cena preferida para filmar?

Havia muitas cenas divertidas para filmar, francamente. Eu realmente gostei da sequência no quartel dos Volturi, apesar de ser uma dor de cabeça logística tremenda. De certa forma, são as cenas que você mais gosta porque elas consomem tanto tempo e você tem de fazer funcionar que é o tipo de coisa no quartel dos Volturi, essa tem de ser a minha sequência preferida porque é meio que o ponto alto do filme quando a Bella vai e tenta impedir Edward de se matar. Tínhamos 1,000 figurantes nessa quadra de uma cidade medieval e essa pequena cidade em Toscana no país mais lindo do mundo e é simplesmente uma oportunidade extraordinária trabalhar lá. Foi também meio que surreal, porque todo fã de “Crepúsculo” podia viajar a partir de todo o continente da Europa e até mais longe e ter chegado de qualquer forma em Montepulciano, [Itália], e reservado um quarto de hotel. Algumas vezes no próprio quarto de hotel no qual o elenco e a equipe estavam. Então, havia essa estranha Beatlemania meio que acontecendo nesta pequenina e linda cidade. Então, por cinco dias foi essa bizarre atmosfera de festival. E realmente não foi algo que incomodou. Era incrivelmente gratificante que todas essas pessoas aplaudissem a cada tomada quer tenhamos estragado ou não. Eles não tinham idéia porque eles não estavam perto o suficiente para ouvir. Se você olhasse para baixo de uma rua na qual a câmera não estava apontando você veria centenas dessas jovens garotas que haviam ido até lá para tocar um pedaço do que elas realmente amavam.

Q: Você pode falar sobre como foi trabalhar com o elenco depois de eles já terem interpretado esses papéis antes?

Bem, eu sempre entro em qualquer filme em que um ator competente saberá tanto quanto ou mais sobre os seus personagens que eu mesmo que não seja uma franquia, porque é o trabalho deles. Mas esse é especialmente o caso quando eles já interpretaram esses personagens se apaixonando. Eles meio que viveram com os personagens e a franquia por um tempo. Digo, você teria que perguntar aos atores para saber se o que eu digo é verdade, mas o meu primeiro trabalho é conversar com eles e ouvi-los sobre o que eles pensam do script e sobre o que seus personagens fariam. E meio que trabalhar com eles. Obviamente, seria uma experiência diferente para eles. Seria um filme um tanto diferente, porque de certa forma eu sou muito mais “moda antiga” do que Catherine Hardwicke em termos dos meus gostos de filmes e em termos do modo como o filme sairia. Então, foi meio que um balanceamento entre respeitar tudo que eles trouxeram à mesa e os personagens e o que eles fizeram e o que eu pensava que poderia trazer. Também, foi meio que ótimo estar com Taylor conforme ele passou de um personagem que tinha três pequenas cenas no primeiro filme e só trabalhou três dias no primeiro filme ou algo para um dos personagens dominantes no filme. Esse foi um processo bem divertido porque ele é um cara realmente ótimo. Na verdade, todas as crianças – como eu gosto de chamá-los porque eu tenho 39 e isso meio que me deixa com o dobro da idade deles – foram divertidas para se trabalhar e inteligentes e espertas e pensativas sobre isso.

Q: Você pode nos falar sobre a cena de pedido de casamento no fim do livro? Os fãs estão preocupados que tenha sido ou alterada ou cortada do filme. Você pode falar sobre essas preocupações?

Elas não foram cortadas. Eu posso te dizer isso. Não vai atingi-los da exata maneira que eles pensam que vai, mas eu vou dizer – como eu posso dizer? Será bem especial. Eu poderia ter salvado todo o meu paladar especial para esse momento. Eu não acho que vai desapontar.

Você pode nos falar sobre a sua visão para os Volturi?

Não importa o quanto um dos personagens é estranho em um trabalho de fantasia. Eu acho que você tem de abordá-los como pessoas e então você começa a pensar, “Oh eles estiveram por aí por cerca de 2,000 anos. Como eles interagiriam um com o outro?” A conclusão era que depois de 2,000 anos você provavelmente estaria mais do que ligeiramente insano. Não importa o quanto cultural ou gracioso você aparenta estar na superfície. E eu acho que foi isso que Michael Sheen conseguiu retratar ao interpretar Aro, o líder dos Volturi, sendo que na superfície ele é terrivelmente gracioso, quente, um anfitrião incrível e ao mesmo tempo ele é absolutamente letal e assustador. É também o que Dakota [Fanning] mostra como Jane. Ela meio que tem essa aparência inocente, aparência inofensiva quase que adolescente, mas ela é absolutamente mortal. Eu sinto como se isso estivesse feito. Houve tantos filmes de vampiros e lobisomens e filmes de horror onde tudo é escuro e lúgubre e tudo é azul ou verde ou algo assim. Ao invés disso, o quartel deles é surpreendentemente claro e vivo. E os personagens que eles interpretam tem um tipo de realidade tangível a eles ao invés do quão bizarra a situação realmente é. O ponto todo é deixar Forks, Washington, onde tudo tem sido bem realístico e de repente ir a uma locação que te joga completamente pra fora do filme. Então, esse é o balanço difícil de conquistar. E o set, entretanto, é enorme e grandioso e magnífico e realmente parece com um lugar de verdade. Um sempre tem a opção nesse tipo de situação de filmar tudo em uma tela verde e adicionar tudo depois. Eu já fiz isso antes, mas neste caso pareceu muito importante realmente construir algo cercado pelos personagens que eles pudessem interagir e tivessem um senso real de existir em um espaço real.

Q: Há muita especulação de fãs sobre como os Volturi vão aparentar e pelo que eu li ou vi das manipulações de photoshop que as pessoas fizeram, eles são realmente sem comparações. Curioso, vamos ver os Volturi em algum dos próximos trailers ou fotos de publicidade ou este é um segredo até o filme ser lançado?

Eu acho que vai ter algumas fotos de publicidade sobre eles aparecendo eventualmente e u não tenho certeza se eles vão aparecer nos trailers ou não. Eu acho que nosso objetivo principal era fazer com que eles parecessem como o livro e não serem muito fantasiados. Eu acho que vocês sabem que era muito importante para [Stephenie] que os lobos se transformassem muito rapidamente e não temos esse tipo de mágica de transformação “à la Lon Chaney” e eu acho que a razão por trás disso é dar uma noção da realidade deles. Eu acho que era muito importante para os Volturi também. Eles não estão levitando do chão, eles não estão cercados por auroras místicas, eles são criaturas que realmente existem e são bem específicas. Eles são muito estilosos, eles são muito elegantes, eles são muito perigosos, mas essencialmente é bem leal ao livro.

Q: Você falaria sobre esses rumores ou especulações de fãs ou esperanças de que você talvez volte para dirigir “Amanhecer”? E há algum plano de carreira entre “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer” em termos de planejamento?

Deixe-me ver. Eu acho que é realmente charmoso o fato de que as pessoas que nem viram “Lua Nova” fiquem empolgadas sobre eu voltar para fazer “Amanhecer”. Isso é realmente – sabe, eu acho que a prova está no forno e eles deveriam ver antes de decidirem se há algo que eles querem que eu faça. Mas eu gostaria de merecer esse tipo de rumor. Nós não falamos realmente com a Summit sobre isso. Tudo que eu sabia é que eu estaria muito cansado para fazer “Eclipse” e que alguém o faria também para que pudessem colocar sua própria marca nisso. Também, a forma que os filmes estão sendo filmados teria sido excluída de qualquer forma. Em termos de planejamento. David Slade veio enquanto estávamos filmando “Lua Nova” ainda e eu lhe mostrei tudo que podia para lhe dar um senso de qual direção estávamos tomando. Ele vai levar da forma que ele quiser, porque ele é seu próprio cara e sempre terá seu próprio estilo pra fazer as coisas. Mas, assim como eu estava aprendendo algumas coisas da Catherine Hardwicke, ele vai aprender certas coisas de mim e fazer a escolha de mantê-las ou alterá-las. Então, tivemos discussões sobre – Tippet vai fazer os lobos para “Eclipse” então esta é uma continuidade ao visual dos lobisomens e obviamente o elenco vai continuar o mesmo. Dakota é a Jane e todos os Volturi são as mesmas pessoas com as quais vocês estão familiarizados, mas além disso é o show do David Slade dirigir “Eclipse” e quando for lançado eles provavelmente vão querer que ele faça “Amanhecer”, não eu. Eu certamente consideraria, mas é engraçado. Eu me encontro evitando a internet o tempo todo, porque eu acabo entrando em discussões com garotas de 15 anos da Alemanha e eu tenho de me concentrar em fazer o filme, então eu nem sei sobre os rumores positivos por aí. Eu não sei sobre os rumores negativos, eu não sei sobre os rumores positivos. Eu só estou tentando fazer o melhor trabalho que posso, mas é realmente fofo que as pessoas gostariam que eu fizesse isso. Eu acho que é muito legal.

Q: Você acha que “Amanhecer” daria pra ser feito facilmente?

Não, é um filme bem difícil. Digo, é, dá pra fazer. Qualquer coisa dá pra fazer, mas é difícil, porque a série se torna mais e mais ambiciosa conforme continua. Sim, dá pr fazer. Qualquer coisa dá pra fazer.

Q: Chris, bem rápido, qual é seu prazo final no qual você tem que entregar o filme pra que possa ser lançado na data de estréia?

Ironicamente, eu acho que é o dia antes do Halloween. Eu acho que 30 de Outubro é nosso prazo final. É nossa hora de começar a imprimir as coisas ou estamos em encrenca.

“Lua Nova da Saga Crepúsculo” é lançado por toda a nação dia 20 de Novembro.

Fonte: Twilight Team

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: