Entrevista exclusiva: Robert Pattinson

1 de maio de 2009

O ator concorrido seduz em Little Ashes e Lua Nova

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“Surreal” é uma palavra que se encaixa perfeitamente na vida de Robert Pattinson no momento.
Não apenas o recém chegado está se ajustando a uma nova, hiper famosa vida depois de que a fanática base de fãs de Crepúsculo afundou seus dentes em sua representação do herói romântico morto vivo Edward Cullen (e se tornou viciada ao recém cunhado estrela conforme o clã de vampiros é para a hemoglobina), ele também está interpretando o famoso pintor surrealista espanhol, Salvador Dali, em seu último filme. Little Ashes conta os anos formativos de Dali na universidade, onde ele ficou enredado em um relacionamento complexo, obsessivo e sexualmente carregado com o futuro poeta Frederico García Lorca.
Pattinson pinta para o Fandango um retrato de como ele chegou à surrealidade de Dali, mostra um pouco sobre presas na fama, fica nas sombras durante loucos encontros de fãs e até oferece uma mordidela de Lua Nova.
Fandango: Havia um exposto, intencionalmente bizarro Dali público, e então havia sua arte, que deveria ser levada muito a sério. Você pensou sobre isso sobre como se aplica em seu trabalho?

Pattinson: Sim. Ele tinha um controle fanático sobre como ele era visto. Mas agora é realmente fora de controle – fora do seu controle. Sua imagem pública apenas parece estar na mão de estranhos sem rostos. Você vê essas histórias aparecendo o tempo todo e você pensa, “Jesus. Como você sabe…?”
Fandango: É mais difícil interpretar uma pessoa real, ao contrário de interpretar o fictício Edward Cullen que tinha história contada em preto e branco?

Pattinson: Eu acho que de muitas maneiras é a mesma coisa. VocÊ ainda está interpretando ficção mesmo que esteja interpretando um personagem real. É o mesmo tipo de aproximação de alguém. A única coisa que você pode tirar do livro é o esboço geral, as mudanças de humor, as mudanças emocionais e o desenvolvimento. Eu não estou interpretando exatamente

como está no livro.
Fandango: Dali era um famoso surrealista e sem dúvidas você teve sua cota de experiências surreais nos últimos meses – como fãs gritando sobre fotos de papelão de você na locadora.

Pattinson: Eu sei! Estava em uma Blockbuster no dia em que estava sendo lançado. Havia duas famílias que foram com duas filhas de oito ou nove anos para comprar seus DVDs. Elas estavam paradas na fila chorando e eu fiquei parado vendo sobre o quê era toda essa comoção. Elas não sabiam que eu estava lá. Eu estava apenas pensando “Uau, você está chorando por um DVD.” É fascinante.
Fandango: E você nunca se revelou para elas?

Pattinson: Nem pensar! [risadas]
Fandango: Você e seus colegas de elenco tentam superar um ao outro com os outros loucos encontros pós-fama que tiveram?

Pattinson: De muitas maneiras todos eles são similares. A coisa engraçada é que eu sempre estou por aí tentando parecer o mais imperceptível possível, eu acho que as pessoas estão sempre muito decepcionadas quando elas realmente me reconhecem. Elas ficam tipo “Oh! Primeiro achei que você era um mendigo mas então percebi quem era você.”
Fandango: Você está começando a filmar Lua Nova. Como as coisas estão indo?

Pattinson: A coisa interessante sobre este é que muito do meu personagem está na cabeça de Bella. É baseado numa mistura de memórias e pesadelos. Bella pensa estar ficando louca. Eu acabo fazendo algumas coisas bem assustadoras. Em outras palavras, Bella está com muito medo de suas alucinações. É muito, muito diferente de Crepúsculo. Eu acho que muitas pessoas vão ficar meio que assustadas com este. Eu queria tentar e colocar isso em Crepúsculo mas não consegui achar uma maneira de deixar Edward assustador.
Fandango: Como é trabalhar com o novo diretor, Chris Weitz?

Pattinson: Ele é um ótimo cara. Ele é muito, muito talentoso e articulado. Eu acho que deve ser meio que estressante para ele pegar isso. Tem tanta expectativa. Ele parece muito calmo sobre tudo.
Fandango: Como foi ir ao Academy Awards pela primeira vez?

Pattinson: Eu cheguei lá e então estou sentado na segunda fileira. Foi incrível. Eu fiquei pensando que algo terrível iria acontecer. “Morte” era a única coisa na qual fiquei pensando o tempo todo. Eu usei toda a minha sorte então provavelmente vou morrer aos 23 ou algo do tipo.
Fandango: Você contribuiu com algumas músicas para a trilha sonora de Crepúsculo. Você ainda está seguindo a música, e fará mais para Lua Nova?

Pattinson: Eu estou em conversa para fazer a trilha sonora de outro filme, compondo. Não posso dizer o que é ainda, mas eu quero muito, muito, muito fazer. Eu não acho que vou ter algo em Lua Nova, mas nunca diga nunca.
Fandango: Finalmente, para muitas pessoas, Dalí ficou conhecido como o artista com o bigode maluco e hoje você é ator com o cabelo selvagem. Você reconheceu o paralelo nas marcas peludas?

Pattinson: [risadas] Eu não pensei nisso, mas é engraçado porque as pessoas ainda estão falando do meu cabelo, apesar de ter cortade e deixado diferente. É um tanto engraçado. Céus. Espero que eu não fique conhecido por isso o resto da minha vida.

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