Stephenie Meyer é uma melhor contadora de estórias do que escritora?

30 de abril de 2009

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Em um recente artigo de Andy Williamson, do Pop Culture News Examiner, a afirmação de Stephen King de que Stephenie Meyer “não consegue escrever nada” é usada para sustentar a afirmação de que “existe uma grande diferença entre escritores e contadores de estórias.”
Williasmson diz, “O que falta na Stephenie Meyer é graça literária, ela compensa isso com personagens interessantes e uma trama apelativa.” Em resumo, ele afirma que é assim, enquanto o trabalho de Meyer não seja um clássico persuasivo, que ela possui um faro para desenvolvimento de tramas e uma entrega de personagens que deixam os leitores numa espera pelo o que irá acontecer.
Bom, estou aqui para discordar (e tenho certeza que eu não sou a única). Usando os 2 primeiros parágrafos (e meio) de Lua Nova como prova, uma pessoa pode claramente comprovar que Stephenie Meyer realmente atinge e vai além dos elementos de uma boa escrita.
Eu estava 99% certa de que estava sonhando. As razões para eu estar tão certa disso eram que, em primeiro lugar, eu estava em pé em um brilhante raio de luz solar – o tipo de sol intenso e ofuscante que nunca brilhava em minha atual chuvosa cidade natal em Forks, Washington – e segundo, eu estava olhando para minha avó Marie. Vovó tinha morrido seis anos atrás, então essa foi minha evidência concreta que comprovou a teoria do sonho. Vovó não tinha mudado muito, seu rosto parecia o mesmo que eu lembrava. A pele era macia e tinha um aspecto murcho, se dobrava em mil rugas finas debaixo das quais se agarrava suavemente o osso. Como um pêssego seco, mas aureolada por um espesso bolo de cabelos brancos de fisionomia similar a uma nuvem.
O Guia de Escrita Geneseo, da Suny´s, identifica como os principais elementos de uma boa escrita:
• Revela o claro senso de proposta e público do autor;

• É bem organizado;

• É lúcido, simples e direto;

• Demonstra cuidado e imaginação no arranjo das palavras, sentenças e idéias

• Segue convenções apropriadas.

Vamos começar com o primeiro e ir seguindo com os debaixo.
A escrita de Stephenie Meyer claramente “revela o claro senso de proposta e público do autor”. Desde a primeira palavra, ela entende que ela está comunicando-se com um público que quer entrar na cabeça de Bella. Não há nenhum mistério escondido nessa. Meyer está escrevendo para um público que quer saber sobre os sonhos, medos e intuições de Bella e o que a cerca. Então, primeiro passo? Feito.
Bem organizado? Pode apostar. Meyer nos conta o que ela irá nos contar, enquadro o assunto e o apresentar. Esse exemplo é o caso e ponto. Sabemos desde o começo o quê nós vamos descobrir – Bella teve um sonho e está desorientada. As razões são numeras e apresentadas com eficiência. Segundo passo? Feito.
Lucidez, simplicidade e ser direta são 3 características que ninguém, nem mesmo Williamson nem King, podem negar na escrita de Meyer. Parte da atração da estória (sim, admitidamente, a estória é bem entrelaçada, eu concordo nisso com Williamsom) é o fato de que a vemos desenrolar-se sem complicações desnecessárias. No mundo da arte visual, há um movimento chamado minimalismo e é bem respeitado e apreciado por um vasto número de aficionados. Dito isso, Eu não tacho o estilo direto e não ambíguo de Meyer como minimalismo, diga-se de passagem, mas pode-se ver claramente que ela não está falando sobre a rota acotovelada por último, se é que você se entende. O terceiro passo está bem mais do que checado!
O fato de que se a escrita de Meyer apresenta cuidado e imaginação na escolha das palavras, sentenças arrebatadoras, apresentação de idéias é meio subjetivo, não é? Mesmo assim, 30 milhões de leitores talvez demonstrem que existe uma vasta maioria da população leitora que diria sim como resposta. Na passagem acima, uma pessoa talvez diga que existe de fato um cuidado e imaginação quanto às palavras escolhidas para descrever a avó. Leitores de Lua Nova saberão que a descrição de “Vó” é crucial, pois é, de fato, a própria Bella que ela está olhando. E mais a passagem que reflete a sua cidade natal é sutil – apesar de isso ser um elemento do contexto. Ao referir-se a Forks por meio de uma menção casual fica claro que houve uma decisão para este efeito (e a escolha de fazer uma referência à parte mais relevante da cidade em situação de primeira mão — a falta de sol era eloqüentemente presente no predecessor de Lua Nova, Crepúsculo). Quanto a estrutura da sentença, Eu te direciono ao terceiro passo. A escolha de Meyer em entregar ao leitor as coisas de uma forma simples e direta em sua fraseologia não é nada alarmante, e isso certamente não dá abertura ao um criticismo de que não há imaginação ou pensamentos por de trás da apresentação.
Finalmente, Stephenie Meyer claramente “segue convenções apropriadas.” Apesar do fato de que eu talvez discuta um pouco, o último requisito é o menos importante de todos – já que não existem convenções para uma forma de arte que deveria ser extremamente mandada por ser criador ao invés de seguir e bases gramaticais. Mesmo assim, a escrita de Meyer fluí e tem um inglês apropriado em todo seu trabalho, e isso põe os 5 passos em suas obras.
Dado os cinco passos, eu gostaria de olhar essa afirmação – a de que Stephenie Meyer é mais uma contadora de estórias do que uma escritora.
Todos os 5 passos acima são nada mais que um manual instruções acumuladas para um esperançoso contador de histórias. Não importa o quão delicada, refletiva seja a prosa que se encaixe no parágrafo, se você não tem uma estória para contar, do que adianta? Os 5 elementos básicos da escrita refletem uma tentativa de auxiliar o autor em entregar algo que as pessoas irão querer ler. Com uma excelente estória, sim, essas características podem sem bem úteis.
Assim como, sem ofensas à escrita de Meyer, por exemplo, crer logo de cara que as habilidade de contar estórias dela seja boa. Na verdade, é ao contrário – a habilidade dela de formular uma trilha para o leitor achar seu ou sua imaginação e caminhar por essa trilha sem hesitação é a estrutura de seu trabalho. Porém, não há necessidade de imaginação também. A escrita de Meyer é o que faz da estória um adorável e alegre animal que é a série Crepúsculo e todas suas maravilhas.
Então, sem desrespeitar o Sr. Williamsom ou o Sr. King (cujo ele próprio, eu concordo, é um escritor/contador de história maravilhoso e além de seu tempo), mas em defesa de Stephenie Meyer, eu devo dizer: ela é ambos, uma talentosa contadora de histórias e uma excelente escritora.

O quê você acha? Stephenie Meyer é uma boa contadora de histórias, escritora ou ambas: Porque você acha isso? Comente abaixo e diga para nós!

Créditos: Twilight Team

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Uma resposta to “Stephenie Meyer é uma melhor contadora de estórias do que escritora?”

  1. Ciro Says:

    Realmente eu concordo com o Andy Williamson e você não pode basear o seu comentário na versão traduzida, acredite, a tradução fez milagres no texto.

    Eu gosto da história, mas isso não significa que a Stephenie Meyer escreva bem :/


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