GQ Magazine entrevista Robert Pattinson

6 de abril de 2009

Robert Pattinson
Crepúsculo, no qual Pattinson, 22, interpreta um adorável vampiro eternamente adolescente, está nos cinemas faz 1 mês. O suficiente para conseguir mais de US$ 150 milhões, o suficiente para o estúdio apertar o gatilho na primeira, de três seqüências potenciais, e substituir a diretora Catherine Hardwicke por um dos caras responsáveis por American Pie, não o suficiente para Pattinson entender o que cada um desses acontecimentos significam para ele, ou a importância de se preservar na presença de repórteres. Ele senta em sua cadeira, todo vestido de preto, com uma barba de semanas sem ser feita, com os cabelos escondidos por um gorro de lã, igual ao Justin Timberlake procurando por um papel não-Broadway como Terry Malloy. Suas roupas cheiram como se ele tivesse acabado de tirá-las das costas de alguém menos afortunado que ele. Ele acabou de chegar de uma grande reunião com um diretor e mal pode esperar para nos contar o quão estranho foi. Um cara oferecendo para ele um papel, talvez, em um filme tão super ultra secreto que nem ao menos Pattinson poderia saber sobre o que se tratava. “Ele não falava nada,” diz Pattinson, “e ele também não ia embora,” então Pattinson sentou lá e falou sobre ele mesmo por três horas, bebendo café suficiente para fazer o coração de um rinoceronte parar. “Deus, eu não me lembro da última vez que comi,” diz Pattinson. Em um filme de vampiros, ele teria dito isso com as sobrancelhas sugestivamente levantadas, e então cortaria nossas peles pálidas. Jornalista estúpido. Ao invés disso, Pattinson continua, se enchendo de ar. Ele explica que o lugar em que está ficando em LA tem um micro-ondas, e que ele nunca havia tido um antes, e que ele passa muito tempo procurando coisas que ele pode fazer no micro-ondas. Aqueles cheeseburgers congelados. Cenoura. Nós mencionamos que ele tomou algo em torno de 19 copos de café? Ele pergunta para a garçonete sobre a sopa. É de vegetais e frango. Ele pede uma Coca. Aqui está o que Pattinson diz sobre conseguir o papel de Edward em Crepúsculo. “Eu tomei metade de um Valium e depois fui para esse negócio – e tudo isso aconteceu.” Ok – Para ser honesto, isso não é tudo que ele conta para gente. Ele estava quase desistindo de atuar, ele disse. Ele seguira o que foi, na época, o maior papel de sua carreira – No Harry Potter e o Cálice de Fogo, como Cedric Diggory, algo como o arrogante loiro e Homem de Gelo para Harry´s Maverick – por uma demissão em uma peça de teatro em Londres, onde ele cresceu. Ele estava em Los Angeles, dormindo no sofá de seu agente, procurando por um papel americano. Isso é tudo o que Crepúsculo era para Pattinson, a principio: um papel americano. Ele não sabia sobre o cult, sobre os fãs que seguiam Edward e Bella, sua perpetua, perigosa e mortal amiga, do primeiro livro – que tornou a autora Stephenie Meyer, uma mãe mórmon que não saia de casa no Arizona, em um fenômeno de vendas desde os livros de Potter, da J.K. Rowling – através de três seqüências pesadas como um tijolo. Ele não sabia que assim que o filme fosse anunciado, os fãs de Crepúsculo – aproximadamente 98,999% de meninas e 100% fervorosas – iriam encher os fóruns da Internet de mensagens expressando suas preferências de atores que seriam os certos (e errados, errados, errados!!!) para o papel de Edward. Tudo o que ele sabia era que ele não conseguia lembrar de como fazer um sotaque americano. Ele estava surtando. Daí a pílula. “Foi a primeira vez que eu tomei um Valium,” ele diz depois de um segundo, provavelmente percebendo como isso soa. “Um quarto. Um quarto de Valium. Eu tentei fazer isso para outro teste, e deu tudo errado – eu estava desmaiando.” (Não usem drogas, crianças.) Ele fez o teste no quarto de Hardwicke; ela o filmou com a Kristen, fazendo a performance de uma das maiores cenas de amor do filme. Até então, Hardwicke já havia conhecido milhares de Edwards em potencial. “Eu vi um zilhão de caras realmente bonitos”, ela diz. “Mas esse era o problema. Todos pareciam aquele menino super lindo do seu colégio. O rei da formatura, ou o capitão do time de futebol. Eles não pareciam ser de outro mundo ou época.” Eles fizeram a cena. Existia uma ligação. Hardwicke esperou um dia para decidir – “Não importa o quanto eu me apaixono pela pessoa, eu me faço rever os vídeos para ter certeza que eu não estava apenas entusiasmada por algo no ar” – Mas disse que Kristen disse a ela, lá mesmo no quarto, “Tem que ser o Rob.” “Todos apareceram e fizeram algo vazio, superficial e sem pensar,” diz Stewart. “Eu sei que isso é algo muito bom de se dizer de todos os outros atores – mas Rob entendeu que esse não era um papel fútil.” Hardwicke ainda teve que convencer a Summit Entertainment, o estúdio responsável pela produção de Crepúsculo, que Pattinson era o cara. “Havia uma ligação de um dos cabeças do estúdio,” diz Hardwicke. “ ‘Você tem certeza que você consegue tornar esse cara bonito?’” Eles o mandaram para um treinador, tingiram seu cabelo e cortaram. Pattinson mergulhou no papel – nos livros e em Midnight Sun, o livro não-publicado de Meyer, que traz Crepúsculo na visão de Edward. (“Eu era um vampiro, e ela tinha o sangue mais doce que eu já senti em 80 anos”) Ele apareceu para gravar o filme cheio de idéias sobre como poderia ser algo mais que um filme de horror e romance para adolescentes. Como Edward poderia ser menos que um Príncipe Encantado dos livros – “Se você conhece um cara como esse na vida real,” ele diz, “você iria pensar que ele era meio bobo” – e mais como um cara no seu limite, se queimando com cigarros, no canto de uma festa do colégio. Menos sexy, mais monstruoso. Ele pensou que no final do filme, quando Edward e Bella dançam lentamente a musica do Iron & Wine, eles não deveriam se beijar. “Eu pensei que isso seria interessante,” ele diz, “para algo adolescente.” Nos livros, Edward se recusa a avançar no relacionamento com Bella, temendo que ele poderia a transformar no calor da paixão, mas como ele é um vampiro de 107 anos, ele tem o jogo da sedução como nenhum garoto de 17 anos tem. A história funde a sensualidade dos vampiros e o amor de estilhaçar com o “amor pode esperar” da educação de abstinência da era Bush; é um romance de tirar o fôlego em que todas as afeições físicas representam um caminho perigoso para uma horrível imortalidade. O filme aumenta a luxúria. O relacionamento de Bella e Edward se dá como um remix gótico de Splendor in the Grass, e Pattinson se comporta como Warren Beatty. Crepúsculo gerou diferentes comentários, mas ainda assim estreiou de forma grandiosa, recebendo US$ 70 milhões em três dias. Na época a histeria já havia começado. Garotas que haviam se apaixonado pelo Edward nas páginas, de repente ganharam um humano de verdade para focar suas paixões. As aparições públicas do elenco causaram as histerias como na época dos Beatles. Em Londres, os amigos de Pattinson assistiram com horror enquanto a multidão gritava por ele. Em um shopping em São Francisco, Pattinson tinha que autografar fotos para 500 fãs em uma loja da Hot Topic; alguns milhares de fãs apareceram. Pattinson diz que não se lembra do chaos que causou, no entanto ele disse com uma voz trêmula, como alguém alegando não se lembrar de nada que aconteceu no Vietnam. Pattinson diz que sempre foi hiper-sensitivo sobre ser olhado, que quando ele era criança e alguém o encarava no ônibus ou algo assim, ele surtava. Ele é uma dessas pessoas altas que se encolhem, tentando desaparecer. Então tudo isso aconteceu. Ele não estava preparado. Seu primeiro pensamento, sempre que se encontra no meio dessas multidões, é sempre, alguém poderia facilmente me esfaquiar. Ele não está reclamando. Nós não queremos que pareça que ele está reclamando. Mas ele consegue sentir tudo isso o deixando louco. É como ser um fugitivo em sua própria casa. Outro dia, ele saiu, foi fotografado pelo celular de uns três paparazzis, foi para o drive-thru do In-N-Out Burger. Ele estava indo comer seu lanche no carro. Ele dirigiu um pouco e achou um estacionamento de um posto de gasolina alguns quarteirões depois, com a intenção de sentar ali e comer, “apenas escondido, na escuridão. “E eu me virei,” ele diz, “e no carro ao meu lado, havia uma mulher fazendo sexo oral num cara! Lá mesmo, no estacionamento!” Isso é o que esse tipo de atenção faz com você; para fazer coisas que pessoas normais fazem, você tem que ir onde pessoas normais fazem coisas escondidas. Alguém tirou fotos dele de qualquer forma. Escondido na escuridão! Como algum tipo de Hamburglar! Sempre que pode, ele evita sair de casa. Ele fica em casa, assiste filmes, usa o microondas. Também lê sobre ele mesmo na Internet. De acordo com a Internet, existe um outro Robert Pattinson por aí, vivendo uma vida bem diferente. Uma criatura da noite, sedento para fincar suas garras em qualquer coisa que tenha peitos e um pulso. Tudo bobagem, diz Pattinson, mas ele lê as histórias mesmo assim, algum tipo de narcisismo masoquista. E ele admite ler, o que é a parte mais estranha. Ele lê os blogs de fofoca e as fan fictions de Crepúsculo (“É surpreendentemente pesado. E muito bem escrito”). Ele sabe o que o Robert Pattinson fake do Facebook disse em sua página. (o fake de Robert Pattinson alegou ter pegado a Kristen Stewart. O fake do Robert Pattinson era algum tipo de Chuck Bass, se Chuck Bass fosse corajoso o suficiente para pregar suas conquistas na parede de alguém.) Parte do problema é que fofoca tem horror ao vácuo, e para todas as intenções e efeitos, Pattinson não existia como uma figura pública até ele ser escalado para Crepúsculo; sua celebridade é um produto cinematográfico, como a figura de ação de Edward ou Crepúsculo, o perfume (tem uma fragrância de lavanda e freesia – e como a freesia cheira, você está consigo mesmo). Para o que vale a pena: ele cresceu em Londres. Sua mãe trabalhava para uma agência de modelos, seu pai era um importador de carros de luxo. Ele trabalhou um pouco como modelo quando era menor, um pouco de teatro amador, alguns filmes da TV britânica, fez uma pausa em uma famosa escola preparatória, para fazer Harry Potter. Tem ao pouca coisa para saber sobre ele, que tudo o que ele diz, agora se torna super importante. Um repórter pergunta para ele alguma coisa estúpida sobre seu cabelo, ele faz uma piada boba dizendo que nunca o lava, e de repente todas reportagens trazem historias sobre sua deplorável higiene pessoal. Ás vezes ele nem ao menos precisa dizer alguma coisa. As pessoas inventam. “Literalmente, não há uma única história [verdadeira] que poderia ser escrita sobre mim,” ele diz. “Eu nunca faço nada.” Nós pedimos para ele dar um exemplo de alguma mentira que tenha sido dita sobre ele. “Existe essa coisa sobre minha suposta namorada,” ele diz. “Tem essa garota que todos sempre mencionam. É tipo, ‘Ele está saindo com essa modelo brasileira.’” Continue. “Sim”, ele diz. “Qual o nome dela – Annelyse. Eu nunca conheci ela.” O sobrenome de Annelyse é Schoenberger, depois que ela foi flagrada com o Pattinson em um show do Kings Of Leon em Outubro, as fãs, ofendidas, de R-Patts a acusaram, na Internet, de ter uma “cara de alien”. Mas qual é, nós dizemos para Pattinson. Nós pedimos para você negar algo e você fala sobre a modelo brasileira? Essa é a negação de um relacionamento entre celebridades, equivalente a alegar que você tem uma namorada no Canadá. Você realmente pediu a Kristen em casamento todo dia enquanto vocês filmavam Crepúsculo? “Eu disse isso em alguma entrevista, como uma piada – ‘Oh, eu pedi ela em casamento várias vezes.’ E então sai em todo lugar: “No set, ele pediu ela em casamento várias vezes.’” (Depois perguntamos para a Stewart sobre isso: “Ele provavelmente pede várias garotas em casamento, todos os dias,” ela diz, “É algo dele. Ele acha que é fofo.”) OK. E sobre o triângulo amoroso entre você, Camilla Belle e o Joe Jonas, dos Jonas Brothers? “Esse é o mais engraçado,” diz Pattinson. “Não. Digo, é, é, eu sou amigo da Camilla.” Ele começa a explicar como Belle, conhecida por interpretar a garota das cavernas em 10,000 AC, saia, ou supostamente já saiu – nós temos problemas em acompanhar o raciocínio – seu amigo, um ator chamado Tom Sturridge. Então você supostamente roubou-a do seu melhor amigo, nós perguntamos, antes de você roubá-la do outro cara? “Do Jonas Brothers, é,” Pattinson fala. “Eu estou completamente fora de controle. Apesar de que, é engraçado, porque eu conheci ela na casa dela um dia, e tem um portão de segurança, e até a segurança – eu acho que ela sabe que a Camilla mora lá, e ela estava tipo, ‘Oooh!’” Ok, nós dizemos. Então você está buscando ela no seu apartamento? “Tipo, uma vez,” ele diz. Mas é como – eles sempre dizem ‘Uma fonte disse,’ e eu não conheço ninguém que poderia ser essa fonte.” Mas nós vimos as fotos. Vocês estavam andando em Venice Beach, depois de almoçar. “Isso é a extensão,” Pattinson diz. “Digo, Camilla é a mais legal – ela é uma santa. E é engraçado que ela esteja sendo vista como uma destruidora de lares. Ela é literalmente a pessoa menos provável de fazer algo desse tipo. É ridículo.” Então é uma amizade, nós perguntamos para ele, que está sendo mal interpretada? “Digo – sim,” ele diz. “Eu não vejo pessoas. Eu nem ao menos tenho o telefone das pessoas. Eu quase não quero ter uma namorada nesse ambiente.” Essa provavelmente foi umas das piores negações que já ouvimos. Na verdade, isso é como nós negaríamos que estamos namorando a Camilla Belle, se nós quiséssemos que o maior numero possível de pessoas acreditassem que nós fomos totalmente afetados por isso, enquanto soando como uma pessoa falsa. Ou Pattinson não consegue mentir, ou ele não consegue mentir muito bem. É engraçado porque Pattinson venera o Jack Nicholson, que é lendário por dar aos entrevistadores menos do que a hora do dia. E ele ama o Brando, citando um clipe do YouTube do ator, dando uma performance artística característica e não sendo nada cooperativo com a imprensa, nos meados dos anos 60. Brando poderia faezr isso, é claro, porque ele era Marlon Brando. Brando poderia aparecer, arrotar o alfabeto na frente de alguns associados da imprensa, e pegar o próximo vôo de volta para Tahiti. Pattinson entende que essa não é uma opção para ele. “A única maneira de estabelecer qualquer tipo de mística”, ele diz, “é calando a boca completamente e nunca falar com ninguém. E eu sou obrigado contratualmente a nunca calar a boca.” Pattinson ainda não filmou nada desde Crepúsculo. Ele não estará na frente da câmera novamente até essa primavera, quando ele começa a filmar o próximo filme de Crepúsculo, Lua nova, que estréia em Novembro. Mas nesse meio tempo, ele aparecerá como o jovem Salvador Dali em um drama de época chamado Little Ashes, sobre o romance pré-fama entre Dali, o diretor Luis Buñuel e o poeta Federico García Lorca. Pattinson fez o teste para esse filme dois anos atrás, durante sua carreira pós-Harry Potter e pré-Crepúsculo. Ele tem pensado sobre colocar a atuação de lado e focar na música. (Duas de suas músicas, incluindo a balada tipo Jeff Buckley “Never Think”, estão na trilha sonora de Crepúsculo) Ele fez o teste para interpretar Lorca, mas quando pediram para ele fazer Dali, ele disse sim. “Eu queria passar férias na Espanha”, ele diz. “Mas se tornou muito, muito difícil. Eu nunca fiz um trabalho em que dei tanto de mim antes.” Não havia orçamento. Grande parte da equipe falava espanhol; Pattinson não falava. Ele passou muito tempo sozinho, tentando imaginar como ele interpretaria o papel, preocupado em parecer um idiota. (Porque vale a pena, todo esse esforço está lá nas telas. O Dali de Pattinson começa com olhos fixados e arregalados, com uma(…). É um daqueles filmes que você pode dizer que Dali tem uma estética inovadora, porque ele começa a fazer realmente muita força quando pinta.) “Em muitas maneiras”, diz Pattinson, “eu estava meio que quebrando barreiras do que eu pensava sobre o que eu me sentia confortável fazendo. Eu tive que fazer todas essas coisas pelado.” Veja, Little Ashes contém uma justa quantidade de atividade homossexual, algumas que são interpretadas de forma talentosa e oblíqua (Dali e Lorca mergulham juntos em um mar iluminado pela lua) e algumas vocês sabem, não são (Lorca faz amor com uma mulher de forma atlética e rancorosa, enquanto Dalí se masturba melancolicamente em um canto). È o tipo de projeto em que você imaginaria um cara no lugar de Pattinson, interpretando esse papel pós-Crepúsculo, para mostrar ao mundo que ele é versátil e/ou, não tem medo. Exceto que não foi assim. “Eu pensei que nunca iria conseguir outro trabalho como ator novamente,” disse Pattinson. “Então eu estava tipo ‘É – porque não arriscar fazer algo estranho?’ Tem todas essas cenas de sexo gay. E você sabe, eu nem ao menos fiz uma cena de sexo com uma garota, em toda minha carreira.” (Enquanto ele diz isso, ele fica beliscando a pele das costas da sua mão esquerda, e meio que a torcendo com a mão direita.) “E aqui estou eu, com Javier [Beltrán], que interpreta Lorca, fazendo uma cena de sexo extremamente hard-core, quando eu tenho um colapso nervoso depois. E como nós dois somos heterossexuais, o que estávamos fazendo parecia ser meio ridículo.” (Agora ela está meio que rindo) “Tentando fazer no estilo cachorrinho. Tentando ter um colapso nervoso enquanto fazia isso. E nem era um cenário fechado. Havia todos os eletricistas espanhóis lá rindo para eles mesmos.” Ele está bem certo de que a única razão de que Little Ashes esteja tendo qualquer tipo de publicidade é porque ele está nele. “Não é nada,” ele diz. “Nunca nem ao menos seria realizado. Digo, isso é algo horrível de se dizer, mas esse foi um filme em que nós nem ao menos tínhamos dublês! Nós ficávamos desordenados o tempo todo. Nós nem ao menos tínhamos trailer.” Ele na verdade não viu o filme pronto. Ele disse que não vê nenhum filme em que atua, desde Harry Potter – nem ao menos Crepúsculo. Ele levou sua mãe para a premiere americana de Crepúsculo, envergonhado nos primeiros dez minutos, depois sem conseguir se mover. “Eu sai e sentei no carro,” ele disse, “tendo um ataque de pânico.” Depois de dez minutos, ele olhou para cima e percebeu que alguém estava o filmando. Ele não quer se ver nos filmes porque ele se preocupa que ele irá parecer uma fraude. Mesmo antes de ele começar a atuar, ele disse, “Eu pensava constantemente que eu estava fingindo minhas emoções. Eu ficava me atacando constantemente: ‘você é falso, você é uma fraude’.” “Eu lembro quando eu era adolescente, ficava pensando que minha namorada estava me traindo, e ficava me torturando. Fingindo chorar. Eu era totalmente ilegítimo – Na verdade, eu não sentia nada. Eu fui para um pub e aí voltei chorando o caminho todo para casa. E eu entrei na cama da minha cachorra. Eu ficava chorando abraçado na minha cachorra. Eu acordei de manhã, e a cachorra estava olhando para mim tipo, ‘Você é tão falso’.” Ela estava mesmo te traindo? “Não,” Disse Pattinson, rindo. “Eu pensei ter visto ela com outro cara, mas ela nem estava lá. Eu passei três dias pedindo desculpas para a cachorra.” Aí aparecem meninas, interrompendo. Duas delas – jovem, cabelo escuro, olhos sedutores – aproximaram-se da mesa para pedir um autógrafo. Uma delas deu a ele uma sacola da Victoria´s Secret para ele assinar. “Victoria´s Secret!” ele disse, com a sobrancelha levantada. “O que você comprou?” “Eu trabalho lá!” a menina disse. Pattinson perguntou em nome de quem ele deve autografar. “Bem,” a menina disse, apontando para sua amiga, “é a sacola dela, então – Patty. O nome dela é Patty.” A sacola da Patty é rígida, escorregadia, possivelmente, adequado para usar apenas como uma sacola de compras, e Pattinson não consegue assinar nela. Percebendo que existe uma crise, Patty – que estava mais para trás – deu uns passos à frente, entusiasmada do nada, e disse, “eu tenho outra caneta. O filme é muito bom mesmo.” “E você parece exatamente como no filme”, a primeira menina disse. “O que é um elogio. Porque algumas pessoas não parecem. Tipo, a Heidi Klum vai à nossa loja toda hora” “Ela parece tão diferente,” disse a Patty. “Ela parece diferente”, a primeira garota disse, depois acrescentou, carinhosamente e sonhando, “Você parece exatamente igual.” “É mesmo?” disse Pattinson, franzindo a sobrancelha. “As pessoas sempre dizem o oposto. Me desculpe, qual é o seu nome?” “Meu nome é Eva”, a menina disse. “E-V-A.” “Eu sempre pensei que eu pudesse me esconder,” ele disse. Ele pousou para algumas fotos com as meninas. O papel de parede do celular da Patty é uma foto do Pattinson como Edward. “Você tinha isso no celular antes?” Pattinson disse. “Isso é hilário.” Pattinson não sabe qual será seu primeiro projeto real após Crepúsculo. Quando nós perguntamos sobre Parts per Billion um drama independente que supostamente estrelará com Dennis Hopper e Rosário Dawson ele diz que não sabe qual data para o inicio, pois está sempre mudando. “Está é a coisa chata sobre pequenos filmes” – E a suficiente certeza, duas semanas depois que conversamos foi anunciado que ele estava abandonando o filme para se focar na preparação da seqüência de Crepúsculo, Lua Nova, sobre a qual sabe bem pouco, porque ele “nunca fala merda alguma sobre nada”. “Estou completamente no escuro”, ele diz. “Ninguém ainda me deu o script”. Eles te mantêm em uma caixa. “Sim”, Pattinson diz. Ele imita a abertura de uma porta de caixão. “Cale a boca Edward” Ele tem um tempo difícil mesmo pensando em Lua Nova como uma seqüência, porque é tão pouco parecido com o primeiro livro. “Eu não sei como farão para tirar um filme disto” ele diz, “porque Crepúsculo é uma historia de amor e Lua Nova é apenas – Bella maníaca depressiva ao longo de todo o livro. Tem muito, muito pouca felicidade e não há nada adolescente sobre isso”. Esse pode ser o melhor cenário, onde os filmes de Crepúsculo serão mais obscuros e Pattinson terá a chance de se jogar a alguma prova real, um desempenho prudente. Hardwicke diz que de volta as filmagens de Crepúsculo antes do futuro da franquia se mostrar alguma coisa ela e Pattinson “conversaram sobre diversos outros projetos. Ele é obviamente e ridiculamente fotogênico, mas também é talentoso e tem muita percepção. Eu o vejo criando estilizados, ímpar, selvagens, fantásticos personagens, assim como Johnny Depp faz”. O que seria ótimo. Mas o pior cenário é que após quatro filmes de vampiros – ou dependendo de como irão adaptar as 754 paginas que possui Amanhecer o ultimo livro da série, cinco – ninguém o levará a sério como um mortal. Há uma chance de que Crepúsculo vá cair como seu 21 Jump Street e há a chance dele ser condenado e perseguido pela convenção do circuito Crepúsculo para sempre como o não falecido Mark Hamill assinando suas fotos de 22 anos de uma interminável linha de Pattys e Evas que cresceram surdamente com a idade. Nós tentamos gentilmente tocar neste assunto com ele perguntando se possui um plano pós-Crepúsculo. Ele falou sobre começar uma companhia de produção, talvez colocando seus amigos músicos para gravar. Constatamos que ele não mencionou qualquer meta que envolva atuação. “Não estou massivamente preocupado em fazer diversos trabalhos de atuação”, ele diz. “Se tudo tivesse apenas começado a entrar, neste momento, eu estaria como ‘Tudo bem, eu realmente não me importo’. Isso é provavelmente uma coisa estúpida de se dizer. Mas eu realmente não me importo. Eu penso que poderia ser bem pior fazer um monte de coisas que são realmente ruins”. Porque então você não pode seguir outra carreira. Se você tiver se feito de idiota você nunca conseguirá ser levado a sério como um advogado ou algo assim, se você é como uma piada de ator. “A única coisa que eu quero disso é não ser envergonhado”. Ainda assim nós dizemos. Você não falar sobre sua atuação estamos te dando totalmente à janela para James Lipton entrar. (Ou tentando nos convencer de que você é mais do que um vampiro sexy, pensamos, mas não dissemos). “Eu literalmente não tenho nada a declarar”, ele diz. “Então eu não penso, Oh eu desejo que eles me perguntem sobre a minha técnica ao invés do meu cabelo”. Existe alguma coisa que você queira falar nesta entrevista que ainda não disse? “Ok”, diz ele. Respira fundo. “Eu ferrei Joe Jonas”. Nós sabíamos! “Eu o amo” Talvez ele esteja mentindo quando fala sobre o futuro, quando ele age como se não se importasse. Mas talvez ele realmente não esteja massivamente preocupado sobre o que irá fazer. Se você não assumir o compromisso de uma meta, você não precisa se preocupar com o que está fazendo ou não fazendo para tornar-se realidade. Sobre aquilo de ter seu nome em quatro ou cinco filmes sobre vampiros irá fazê-lo chegar lá. Sobre as escolhas que está fazendo e as que está deixando o tempo e a inércia ou outras pessoas fazerem por você. Talvez olhar para trás e ler noticias sobre você em tablóides seja menos assustador do que o compromisso, aos 22 anos, para algo que poderia se revelar além do que você. Ou ele realmente pense sobre se tornar um advogado. Quem sabe. Pattinson confere em seu telefone. Ele não tem novas mensagens. “Nem uma única pessoa me ligou”, diz ele. Não há muito tempo atrás ele diz que retornou ao seu celular inglês pela primeira vez em seis meses, ele tinha duas mensagens perdidas de risonhas adolescentes pedindo para falar com Edward. Perguntamos a ele se possui planos para esta noite, ele murmura algo sobre “o aniversario de alguém”, então fala sobre o circulo social que vem desenvolvendo na cidade. “É tão estranho”, ele diz “É como, ‘Você era somente o meu amigo de L.A. Eu não tinha a intenção de ter qualquer responsabilidade por tudo de você”. (O aniversário de alguém, incidentalmente mostrou-se um quase-estrelar jantar no II Sole na Sunset Boulevard; “Amigos de L.A” incluíam a tentadora pop garota que beija garota Katy Perry). Pattinson nos ofereceu uma carona para nosso hotel. Quando estávamos nos levantando para sair, ele lançou um olhar para fora da janela atrás dele. “Bem”, ele diz, “Vocês enfrentarão o outro final disto agora”. Perdão? “O paparazzo de 14 anos está lá fora” Pattinson diz. Claro suficiente – quando chegamos lá fora, havia um garoto, um tipo Dennis Menace de jeans folgado, explodindo afastado com uma câmera gigante. “Você parece realmente jovem”, Pattinson diz para o garoto que está se apoiando em um sinal de transito continuando a fotografar. “Quantos anos você tem?” “Dezesseis”, diz o garoto. Ele parece ter 14. O momento não poderia ser mais Felliniesque. Por um momento, seguindo Pattinson pela rua com seu carro nós recuamos, tentando nos esconder com o capuz de nosso moletom, depois nos lembramos de não somos ninguém, que o garoto não estava dando a mínima para nós, que se andássemos para longe de Pattinson fora do campo de visão do garoto ele nos deixaria em paz. Nós imaginamos como seria se essa fosse nossa vida o tempo todo. Deixaria-nos loucos e provavelmente viveríamos com medo de nunca pararmos porque o que isso significaria. Poucos dias depois, as imagens apareceram na internet. É noticiado que Pattinson estava desfrutando tarde da noite (na realidade era por volta das seis horas da tarde) com um “homem misterioso” (nós) na quinta (era quarta). Estávamos em algumas poucas fotos com ele. Pattinson parecia sujo, possivelmente chapado, mas ainda assim bonito, nós parecíamos suados, culpados, e possivelmente naturais. Nós fomos para o carro e aceleramos para fora. O antigo BMW 89 de Pattinson finalmente morreu a algumas semanas, então ele está dirigindo um Audi S4 alugado. É um total carro do tipo de um agente da Agência Edeavor. Nós pontuamos isso. “Eu acho que meu agente tem este carro na verdade”, Pattinson disse. Antes de termos ido cinqüenta metros o pára bisas continuava não levantando e Pattinson não podia ver coisa alguma. Ele não tinha conduzido o carro em um dia frio antes, e ele não sabia onde estava o botão para desembaciar. Ele se vira para o aquecedor – “Isto supostamente deveria fazer alguma coisa, certo?” – e em seguida marcha para o transito ainda cego, cursando para o lado esquerdo da faixa. “Acho que estou melhor fora de Melrose, porque não há nenhum pedestre atravessando”, ele diz. “Vocês irão se arrepender de aceitarem esta carona”. Então ele aperta outro botão. Sucesso. O pára-brisas começa a limpar e ao menos Pattinson pode ver para onde está indo.

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3 Respostas to “GQ Magazine entrevista Robert Pattinson”

  1. vivian Says:

    por fafor mande o meu afoto de crepusculo

  2. vivian Says:

    uma foto de crepusculo


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